Rio Uruguai chega a 10,49 metros em São Borja

O rio Uruguai chegou a 10,49 metros em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, na manhã desta terça-feira (27). O nível está 1,49 metro acima da cota de inundação, estabelecida em 9 metros, enquanto Itaqui e Uruguaiana também registram elevação do rio.

A medição das 8h45, disponível no Monitor dos Rios do Agora RS, aponta uma subida de 88 centímetros nas últimas 24 horas.

A Defesa Civil estadual mantém um alerta vermelho de risco muito alto de inundação em São Borja, válido até as 18h desta terça-feira.

Rio Uruguai sobe em Itaqui e Uruguaiana

Em Itaqui, o rio atingiu 7,89 metros às 9h15, com elevação de 66 centímetros em 24 horas. O nível está na faixa de alerta, acima da cota de 7,30 metros, mas ainda abaixo da cota de inundação de 8,30 metros.

Em Uruguaiana, a medição das 9h30 registrou 7,74 metros, com alta de 57 centímetros em 24 horas. O nível também está na faixa de alerta, acima dos 7,50 metros, mas abaixo da cota de inundação de 8,50 metros.

O SGB (Serviço Geológico do Brasil) retomou a emissão de boletins de alerta hidrológico no domingo (25), após as chuvas intensas na bacia do Rio Uruguai.

O boletim divulgado na segunda-feira (26), com dados das 7h, já indicava tendência de elevação entre Garruchos e Uruguaiana, com previsão de continuidade da subida em São Borja.

As chuvas chegaram a acumular 160 milímetros em 96 horas na estação de Itapiranga, principalmente em razão dos volumes registrados nas sub-bacias do Alto e Médio Uruguai.

Nível do rio recua em Porto Mauá

Em Porto Mauá, no Noroeste gaúcho, o Rio Uruguai apresenta movimento contrário ao registrado na Fronteira Oeste.

A medição das 9h30 desta terça-feira indicou 6,88 metros, com queda de 2,58 metros nas últimas 24 horas. O nível está abaixo da cota de atenção de 8 metros.

Em Garruchos, o rio também apresentou declínio nas medições mais recentes, chegando a 11,52 metros às 9h30, abaixo da cota de atenção de 13 metros.

O monitoramento hidrológico é realizado pelo SGB em parceria com a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).

Os moradores de áreas ribeirinhas devem acompanhar os avisos da Defesa Civil e as orientações municipais.

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