Ex-vereador e ex-assessor de Santa Cruz do Sul são condenados por “rachadinha”

A exigência de parte dos salários de assessores parlamentares, prática conhecida como “rachadinha”, resultou na confirmação das condenações de um ex-vereador e de um ex-assessor de Santa Cruz do Sul pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Os condenados ainda não foram identificados.

O processo é um dos desdobramentos da Operação Feudalismo, investigação conduzida pelo MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) — por meio do promotor de Justiça Érico Barin, da 2ª Promotoria de Justiça Especializada do município — em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Com o trânsito em julgado da decisão, esgotaram-se todos os recursos cabíveis. O ex-vereador foi condenado por exigir de assessores o repasse de parte de suas remunerações. Embora tenha mantido a condenação, o STJ reduziu a pena por esse crime para 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão. Também foi mantida a condenação por lavagem de dinheiro, fixada em 3 anos de reclusão.

A pena total ficou estabelecida em 7 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, além de multa, perda de valores, perda de cotas sociais de empresas no valor de R$ 150 mil e do sequestro de quatro ônibus adquiridos com recursos provenientes do esquema. Foi determinada, ainda, a proibição do exercício de função pública pelo período fixado na condenação.

O ex-assessor foi condenado por auxiliar na cobrança e no repasse dos valores exigidos dos demais servidores. A pena foi fixada em 5 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

Investigação

A Operação Feudalismo apurou a exigência de vantagens indevidas de servidores vinculados ao gabinete parlamentar. Conforme a investigação conduzida pelo MP-RS, parte dos recursos obtidos por meio do esquema foi posteriormente ocultada, circunstância que resultou também na condenação por lavagem de dinheiro.

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