Desemprego no Brasil cai para 5,2% até setembro de 2026

Crédito: Alex Rocha/PMPA

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre de julho a setembro de 2026, ante 5,4% no período de abril a junho. O índice também ficou abaixo dos 5,6% registrados no mesmo trimestre de 2025. Os dados são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O país tinha cerca de 5,6 milhões de pessoas desocupadas, 234 mil a menos do que no trimestre de abril a junho, uma redução de 4%. Em relação ao mesmo período de 2025, o número de desocupados diminuiu em 417 mil, queda de 6,9%.

Brasil tem 103,6 milhões de pessoas ocupadas

O número de pessoas ocupadas chegou a 103,6 milhões, crescimento de 581 mil (0,6%) frente ao trimestre de abril a junho. Na comparação anual, o aumento foi de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas (1,2%).

O nível de ocupação, que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada, ficou em 59%, ante 58,8% no trimestre anterior.

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, foi estimado em 39,4 milhões. O grupo permaneceu estável nas comparações trimestral e anual. O contingente de empregados sem carteira assinada também ficou estável, em 13,7 milhões.

Rendimento médio real chega a R$ 3.790

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas foi de R$ 3.790. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 3,6% na comparação com julho a setembro de 2025.

A massa de rendimentos reais do trabalho alcançou R$ 387,5 bilhões, aumento de 1,5% frente ao trimestre anterior e de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Subutilização do trabalho fica em 13%

A taxa de subutilização da força de trabalho foi estimada em 13%, permanecendo estável em relação aos 12,9% de abril a junho. O indicador reúne pessoas desocupadas, trabalhadores com jornada insuficiente e pessoas na força de trabalho potencial. O total de pessoas subutilizadas foi de 14,8 milhões.

Já o contingente de desalentados, pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram ocupação por considerarem que não conseguiriam, chegou a 2,5 milhões. Houve aumento de 171 mil pessoas (7,5%) em relação ao trimestre de abril a junho.

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