Estadunidenses votam controle do congresso em meio a popularidade em baixa de Trump

Crédito: Patrick B. Ruddy / White House

Eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato do País, a chamada “midterms”. O pleito decide quem controla o Congresso até o fim do mandato de Donald Trump, daqui dois anos.

As eleições ocorrem em um momento de Trump com baixa popularidade. A desaprovação do presidente está em 60%. Número que vai ao encontro das pesquisas de intenções de voto, que apontam 51,5% das intenções de voto para os democratas, contra 43,1% dos republicanos.

As pesquisas apontam que a questão financeira está pesando para os estadunidenses. Houve aumento da gasolina, da habitação e dos cuidados com saúde. Outros temas importantes são direitos reprodutivos, imigração, democracia, a guerra contra o Irã e o crescimento da IA (Inteligência Artificial).

As eleições podem marcar a perda de hegemonia de Trump junto às instituições no País. Trump chegou a anunciar um prêmio de U$ 1 milhão para quem denunciar fraudes.

Ao todo, são 435 lugares na Câmara dos Representantes, a câmara baixa do congresso, aproximadamente um terço dos 100 postos no Senado, a câmara alta, além da escolha de governador em 36 estados e outros responsáveis estaduais e locais.

Atualmente, os republicanos têm maioria na câmara baixa, com 218 cadeiras, mas estados como Texas, Ohio e Iowa podem mudar a correlação de forças. No Senado, são 53 republicanos contra 45 democratas mais dois independentes.

O número de estadunidenses que votou antecipadamente aumentou em relação a 2022. Neste ano, foram 50 milhões de eleitores, 10 milhões a mais que a eleição passada. Um desses eleitores é o Papa Leão XIV, nascido em Chicago, que se tornou o primeiro chefe da igreja católica a votar em eleições.

Estima-se que, ao todo, 210 milhões de eleitores devam ir às urnas. A posse dos novos eleitos para o Congresso dos Estados Unidos será no dia 3 de janeiro de 2027.

Destaques

Veja também