Anatel aprova investimento de R$ 1,6 bi para distribuição de conversores de TV 3.0

A TV 3.0 promete tornar os conteúdos exibidos ainda mais interativos. Foto: Getty Images/Reprodução

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Projetos que preveem a distribuição de conversores de TV 3.0 para famílias de baixa renda e a construção de um data center para o governo federal foram aprovados, na terça-feira (27), pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (GAISPI). A iniciativa é coordenada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As propostas apresentadas pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), que somam investimento de R$ 1,66 bilhão, utilizarão recursos remanescentes do leilão do 5G, obtidos por meio da economia na execução dos compromissos previstos em edital. Elas agora serão analisadas pelo Conselho Diretor da Anatel.

TV 3.0 para famílias de baixa renda

Em um dos projetos, é prevista a distribuição de dispositivos para cerca de 910 mil famílias nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do Distrito Federal (DF). Beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) terão prioridade.

  • O gasto estimado é de R$ 1,2 bilhão, com custo médio de R$ 1,4 mil por família, de acordo com o estudo elaborado pela EAF;
  • Esse valor inclui a aquisição dos equipamentos, logística, distribuição, comunicação e atendimento à população, bem como as demais despesas necessárias para executar o programa;
  • A implementação acontecerá em até 24 meses, de maneira escalonada, começando pela capital paulista que receberá o projeto-piloto;
  • Depois da avaliação dos resultados dessa primeira etapa, o projeto prevê aperfeiçoamentos antes da expansão para as demais localidades.

A TV 3.0 promete tornar os conteúdos exibidos ainda mais interativos. Foto: Getty Images/Reprodução

Segundo a entidade, a ideia é permitir que as pessoas de baixa renda tenham a possibilidade de experimentar os avanços promovidos pela TV 3.0. A tecnologia adiciona recursos de interatividade e integração com serviços digitais, bem como melhorias na qualidade da imagem e do som.

Ainda conforme a EAF, a experiência na distribuição gratuita de antenas digitais, em substituição às parabólicas convencionais, será aproveitada nesta nova iniciativa, otimizando o trabalho. Ela também atuou na execução do programa Brasil Antenado.

Data center para serviços federais

Já a segunda proposta envolve a implantação de um data center para inteligência artificial, processamento de dados sensíveis e o armazenamento de serviços governamentais críticos, com investimento de R$ 375 milhões. A operação ficará por conta da Telebras.

O projeto menciona dois módulos de infraestrutura, com 20 hacks, seis servidores com 48 unidades de GPUs e sistemas de armazenamento de alta capacidade no primeiro, para aplicações de IA. No segundo, funcionarão os serviços tradicionais de TI.

Buscando fortalecer a autonomia tecnológica do Brasil, a iniciativa também terá sistemas redundantes de energia e conectividade, além de soluções de resfriamento adequadas. O prazo estimado para a construção é de 12 meses, condicionado ao licenciamento e demais exigências.

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